Feeds:
Posts
Comments

às musas.

De tempos em tempos, alguma coisa parece que mexe comigo. Tem gente que chama isso de inspiração. Eu chamo solene e respeitosamente de falta do que fazer.

É um daqueles momentos em que você precisa desenhar, precisa cantar, precisa sair dançando por aí. Como não sei fazer nada disso, eu escrevo. O que também faço mal e porcamente, mas sou boa atriz, tenho a pose necessária.

Uma vez um que já foi dos grandes amigos me disse que era um charlatão. Que fingia que sabia muito de teatro – e, para sua sorte, as mulheres que estavam com ele acreditavam. Vez ou outra eu gosto de acreditar que eu também não valho muita coisa e que, ingênua que sou, acredito em mim mesma como próximo gênio da humanidade.

Dizem que é preferível correr atrás da verdade do que viver uma mentira. Eu corro atrás da mentira. O que é bastante contraditório no meu caso, que gosto de pensar que uma das minhas maiores qualidades é a paixão pela autenticidade, em mim e nos outros, pela espontâneidade irrestrita. Dane-se: eu não acredito em realidade, mas acima de tudo na contradição.

Boa idéia, Vanessa: minha próxima história vai ser sobre incongruências da vida. Não espere de mim, no entanto, a coerêcia de terminá-la.

Colação

Cinco anos depois, a Cásper já não é mais uma realidade na minha vida.

E eu, que no ano passado estava com tanto medo de quando esse momento chegasse, estou muito melhor sem ela.

Gênio atormentado

Descobri que sou meio House: não sei ser feliz e genial ao mesmo tempo.

No momento, estou feliz.

O lema da minha vida

Nerds? Computadores?

Faculdade Cásper Líbero, 2008. Palestra de Sérgio Amadeu sobre uma coisa nova meio louca que estavam querendo implementar no Brasil: chamava Campus Party. Uma espécie de acampamento de nerds tecnológicos que se reuniam atrás da grande terra prometida: a conexão banda larga de alta velocidade.

Na época, eu: nerds geeks? computadores? chuveiro público? ahn, não.

Dois anos depois estou eu aqui, escrevendo do maior evento de tecnologia do mundo, a Campus Party Brasil 2010, ao lado de nerds geeks que me fizeram muita companhia e dominaram meu skype (como não?) nos últimos sete meses, desde que me tornei uma podcaster. Chique, não?

Nerds? Computadores? Podscast? Não. Um bando de gente divertida e inteligente tentando fazer comunicação e, se possível, ganhar algum dinheiro com isso. Se não, pela foto parece que a gente está se divertindo, não?

Avatar

Se você ainda não assistiu, em 3D, ao novo filme de James Cameron, saia correndo do computador e vá até o cinema mais próximo. Uma das experiências mais lindas que eu já tive dentro de uma sala de cinema.

Ficção

Pode chamar do que quiser: mal humor ou qualquer coisa muito parecida com isso. Mas cheguei à conclusão de que a realidade é algo chato demais para fazer sentido. Confio mais do que tudo na ficção. A vida ficou muito mais interessante depois disso.

Grande Dia

Pois é, amanhã eu vou acordar e pensar que este será um dos grandes dias da minha vida. Mas provavelmente não vai ser. Eu não ligo para rituais de passagem, não aqueles convencionais.

Quem sabe na quinta-feira eu não queime todos os cadernos de cinco anos de Faculdade de Jornalismo (ou pelo menos do curso de Ética) no quintal da minha casa. Este vai ser meu grande ritual de passagem.

Vingadoras

Como diria a Izzie de Grey’s Anatomy, alguns dos melhores momentos da vida são aqueles que você desconhece. Aqueles em que você não acorda pensando: hoje vai ser um grande dia.

Depois de uma semana bem, bem intensa, nada melhor do que uma noite ao lado de algumas das pessoas mais lindas nesse mundo. =)

Enade – Uma Aventura

Depois de ter atravessado a cidade, feito uma prova sem propósito, com questões absurdas e voltado para casa com a sensação de que o domingo foi perdido, eu me consolo pensando que ao menos vou poder pegar meu diploma no ano que vem.

Mas, cá para nós, qual é a vantagem de oferecer uma prova a uma sala de jornalistas e perguntar o que eu faria numa reunião de pauta, com cinco alternativas perfeitamente plausíveis, com justificativas que vão depender da linha editorial do veículo?

Outra questão perguntava como você classificaria a atitude da imprensa brasileira ao rotular de leviana a afirmação do presidente Lula de que a crise econômica era uma marolinha. As alternativas eram irresponsável, preconceituosa e a imprensa estava no direito de exercer a crítica livre. Pois uma pessoa não está no direito de criticar mesmo que sua afirmação seja irresponsável ou preconceituosa?

Espero que boa parte dos jornalistas que vão se formar agora tenham percebido as contradições do exame Enade 2009.

Older Posts »

Follow

Get every new post delivered to your Inbox.